Imigração

Paraguai Vira o 2º País do Mundo em Pedidos de Residência por Brasileiros

Com 602 pedidos de atestado de residência em 2024, o Paraguai ficou atrás só dos Estados Unidos e à frente de Portugal, Canadá e Reino Unido.

Redação PY2BR

Atualizado 10 de mai. de 2026 · Fonte oficial: consultar

O Paraguai ultrapassou destino tradicional como Portugal, Canadá e Reino Unido e se tornou o segundo país do mundo com mais pedido de residência por brasileiro, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo levantamento de atestado de residência de 2024.

Mapa-múndi com marcação de destinos de residência mais procurados por brasileiros
O Paraguai se tornou o segundo destino mais procurado por brasileiros que buscam residência no exterior.

Vale notar que essa posição de destaque também atrai atenção de outro tipo de público: quem busca residência não para morar de fato, mas como estratégia de segundo passaporte ou planejamento fiscal internacional mais sofisticado, perfil que consome o mesmo processo por motivo bem diferente do brasileiro médio migrando por custo de vida.

São 602 pedidos de atestado de residência de brasileiro no Paraguai em 2024, atrás apenas dos 2.553 solicitados nos Estados Unidos. No primeiro trimestre de 2026, a Migraciones concedeu 9.195 residências a brasileiro, mais que qualquer outra nacionalidade, quase dois em cada três pedidos protocolados no período.

Uma escala que já muda a percepção de risco

A escala do movimento migratório muda a percepção de risco de quem hesita: destino que já recebe dezenas de milhares de brasileiro por ano tem infraestrutura de apoio mais madura, contador, corretor de imóvel, escola bilíngue, do que um destino mais raro e menos testado por quem já passou pelo caminho antes.

Cuidado ao comparar números de fontes diferentes

A comparação direta entre pedido de atestado de residência, 602, e residência concedida, 9.195, mistura duas métricas diferentes de fontes distintas, prática comum em reportagem sobre migração, mas que exige atenção. Número de ano e definição diferentes não deveriam ser somados como se fossem a mesma coisa.

O leitor deve entender a tendência geral, crescimento real e consistente, sem tomar cada número isolado como comparável entre si. E vale notar que aparecer à frente de Portugal e Canadá em pedido de residência não significa necessariamente melhor qualidade de vida, apenas reflete facilidade de acesso via Mercosul e proximidade geográfica, fator estrutural, não veredito definitivo sobre qual destino é objetivamente melhor.

Vale registrar que essa posição de segundo lugar também é influenciada pelo fato de o Paraguai não competir diretamente com os Estados Unidos pelo mesmo tipo de migrante: quem busca os EUA geralmente tem outro objetivo de vida (trabalho qualificado, ascensão social ampla) diferente de quem busca o Paraguai (custo de vida, tributação), então comparar os dois como se fossem opções concorrentes no mesmo ranking simplifica motivação bem diferente.

Para quem só quer mudar de vida de verdade, esse ranking de posição é curiosidade estatística interessante, mas não deveria pesar na decisão pessoal mais do que a avaliação concreta do próprio caso.

Ranking de posição é curiosidade que rende manchete, mas decisão de mudar de vida deveria pesar mais o próprio caso do que qualquer posição em lista comparativa.

Fica o lembrete final de que posição em ranking muda ano a ano, e decisão de vida bem tomada não deveria depender de qual posição um país ocupa numa lista comparativa.

Posição em ranking muda todo ano, decisão de vida bem tomada não deveria depender dela.

No fim, o número que estampa a manchete é só o começo da história, não o resumo completo dela, e quem se contenta com a versão curta perde justamente a parte que mais importa para decidir com clareza.

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Escrito por Redação Portal Paraguay para Brasileiros